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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No Brasil-sil-sil!

    Cheguei ao Brasil há 2 dias. Ando muito sonolenta... possivelmente porque nas 3 anteriores á noite do embarque não consegui dormir, e na noite do embarque virei, tive medo de perder hora. No avião não se dorme com qualidade.... e eu sou neste momento um zumbi... Mas está melhorando, hoje já fui menos zumbi que ontem e acredito que em  uma semana já vou parecer saudável. (Eu estou até com uma cara de acabada que não é brincadeira!)
    Um dado muito interessante: eu não senti tanto a diferença ao chegar ao aeroporto como da primeira vez. Foi um pouco mais sutil, senti somente o  barulho e o caos. (Na primeira vez foi cair numa outra dimensão!) Véspera de fim de semana prolongado, o aeroporto estava ligeiramente caótico. As filas foram mais dinâmicas, mas tinha muita gente! E na entrada, muitos carros, gente buzinando... Logo na saída do túnel do avião uma moça na porta gritando: "Passageiros que vão para Assunção, AQUI !!!!"  E na frente das filas para a alfândega as mocinhas de coletes amarelos: " Por aqui! Passageiros de Porto Alegre aqui!!"  E eu fiquei somente pensando porque será que em todos os outros aeroporto é tudo tão silencioso e ninguém precisa ficar chamando as pessoas... elas encontram o caminho sozinhas sem problema nenhum! Daí uma senhora veio me perguntar onde era a alfândega, e havia logo adiante uma senhora placa, com uma senhora flecha indicando: "ALFÃNDEGA" , eu apontei a ela e placa e disse: "Por ali !". E eu me lembrei que uma das minha maiores dificuldades no começo da vida fora foi aprender a me virar sozinha. Eu descobri logo no começo que eu ia ter de aprender a virar. Desobri perguntando e não recebendo resposta, ou recebendo um: " Vc já tentou procurar?"  E fui percebendo que nao é atoa que os alemaes sao muito auto-ditadas, aprendem o que precisarem, e sozinhos! Vao atrás das informacoes, fucam, sao curiosos e teem uma certa tara por adquirir conhecimento, de qualquer tipo! E eu me dei conta que para o que quer seja, eu sou o sujeito do meu aprendizado! E hoje eu busco o que eu preciso, eu fuço no google, eu tento todos os caminhos, eu erro, eu volto e somente quando eu realmente não consigo encontrar o que preciso e vejo que vou precisar de ajuda eu pergunto a alguém. Uma característica muito nossa, é pintando dúvida, de imediato perguntar ao coleguinha. Se isso é ruim? Num certo ponto torna as pessoas dependentes dos coleguinhas, dependentes de um outro que vai lhe fornecer as informacoes, num outro ponto torna as pessoas um tanto preguiçosas, (porque procurar sozinho cansa, dá trabalho!), mas por outro torna  os brasileiros especialmente solícitos e preocupados em dar as informações necessárias ao seu próximo. Não ouse fazer uma pergunta óbvia a um alemão, ele vai gentimente te  responder, mas não vai te dar a resposta, no máximo vai te dizer onde está a fonte em que vc vai poder procurar suas respostas e vc vai perceber que precisa ser virar. Agora, faça qualquer pergunta a um brasileiro, ele vai te responder, muitos vão fazer questão de te explicar nos mínimos detalhes e alguns vão até emendar alguma história própria para ilustrar o assunto! Isso é bonito. Mostra o quäo menos individualistas somos. Bem, no meu caso, éramos, porque neste ponto eu ando muito alemäzinha! As vezes eu me pego pensando tremendamente em como posso ser direta e näo tao solícita quanto antes. Especialmente se dar para perceber que a pessoa näao se deu ao minimo trabalho de focar sua atencao, olhar melhor ao redor ou buscar o que precisa independentemente. Näao quero tornar esta pessoa dependente de mim, nem de ninguém! Eu penso que a independencia é um dos bens mais preciosos que um ser humano pode ter...

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